São Paulo pode perder pontos no Brasileirão por transfer ban da Fifa

O São Paulo vai perder pontos no Brasileirão se não pagar os agentes de Galoppo em até 60 dias e mantiver o transfer ban imposto pela Fifa. A punição foi aplicada na última sexta-feira, e o valor da dívida é de US$ 300 mil (R$ 1,5 milhão).
O clube tem até o dia 30 de outubro para pagar a taxa imposta pela Fifa pela punição e até o começo de dezembro para pagar os valores da dívida.
Um transfer ban por dívida não gera automaticamente perda de pontos, mas a cláusula de dedução de pontos está expressa na decisão da entidade. O motivo pode ter sido um pedido do reclamante, que leva em consideração o histórico de problemas financeiros do São Paulo.
O Código Disciplinar da Fifa prevê a possibilidade de perda de pontos em casos de descumprimento persistente, reincidência ou infrações graves. A medida, porém, não é consequência automática de um transfer ban. Para casos de inadimplência persistente, a entidade cita como parâmetro a permanência do clube sob proibição de registros por mais de três janelas inteiras e consecutivas.
O São Paulo se enquadra no ponto que trata da reincidência. Nesta temporada, o clube sofreu dois transfer bans da Fifa: o atual, relacionado à dívida com os agentes de Galoppo, e outro pelo atraso no pagamento à Lazio pela contratação de Marcos Antônio, quitado em agosto.
A inclusão da dedução de pontos, portanto, aumenta a pressão para que o clube quite a dívida dentro do prazo estabelecido e evite o agravamento da punição.
O prazo de 60 dias seria completado no dia 2 de dezembro, data da última rodada do Brasileirão. A decisão da Fifa no processo do São Paulo prevê a perda de até seis pontos em caso de descumprimento.
O São Paulo ocupa atualmente a 11ª posição, com 36 pontos. Em um cenário hipotético, caso a dedução de seis pontos fosse aplicada nesta rodada, a equipe cairia para a 16ª colocação, apenas um ponto à frente do Grêmio, primeiro clube dentro do Z-4.
A diretoria está confiante em quitar a pendência ainda nesta semana. Apesar do risco previsto no processo, o clube entende que há condições favoráveis para realizar o pagamento.
Uma delas é o fato de o transfer ban ter sido aplicado fora da janela de transferências, o que evita que o clube tenha de dividir seu fluxo de caixa entre compromissos relacionados a novas contratações e a quitação da dívida. Outro ponto é o acordo com a Ticketmaster, que prevê um adiantamento de R$ 110 milhões em até 45 dias e deve aliviar o fluxo de caixa do clube.
FONTE: ge.globo
FOTO: Rubens Chiri / São Paulo FC





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