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Senado discute projeto que flexibiliza a fiscalização agropecuária

11 de ago. de 2022
1 min de leitura

Um projeto de lei que tramita no Senado quer flexibilizar a fiscalização sanitária agropecuária por meio de programas de autocontrole da atividade.



Ou seja, antes da fiscalização oficial, por agentes públicos, o próprio produtor vai ficar responsável pelo monitoramento de etapas como produção, transporte, beneficiamento, armazenamento e distribuição e industrialização.


Para isso, as empresas agropecuárias poderão contratar profissionais privados. Para os críticos do projeto, a medida traz risco de retrocesso na fiscalização.


O diretor de comunicação do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários, Antonio Trindade, argumenta que o Projeto pode representar perigo para a saúde pública. Isso porque, segundo ele, o credenciamento de profissionais contratados pelas próprias empresas pode resultar na substituição dos agentes públicos de fiscalização.


Outra crítica do diretor é a possibilidade do registro automático de produtos e insumos agropecuários sem a fiscalização dos agentes públicos, o que representaria um risco à saúde dos consumidores.


Márcio Rezende, secretário-adjunto de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, defende o projeto e diz que ele vai dar apoio às ações de fiscalização da pasta. Ele cita como exemplo a inspeção de origem animal, com o monitoramento dentro das fazendas e dos frigoríficos com a checagem de temperatura e da higiene. Márcio Rezende afirma que o projeto vai aperfeiçoar o processo de fiscalização.


O projeto já passou pela Câmara dos Deputados e, se for aprovado no Senado, vai para a sanção presidencial para entrar em vigor.




Fonte: Folha do Noroeste/Agência Nacional

 
 
 

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