Presidente do Paraguai renuncia ao cargo, mas pode sofrer processo de impeachment

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, pediu ao Senado uma prorrogação de 72 horas para preparar a defesa no processo de impeachment que enfrenta após renunciar ao cargo. O país atravessa uma crise por causa do fechamento do banco Ueno, que afetou milhões de pessoas.
O Senado paraguaio retoma hoje (6), o julgamento do impeachment de Peña. A abertura do processo foi aprovada pela Câmara dos Deputados mesmo o presidente tendo pedido a renúncia. Ele é acusado de conflito de interesses por ter tido vínculos com o grupo que controlava o Ueno Bank.
Ele é acusado de favorecer o Grupo Vázquez, controlador do Ueno. Peña foi acionista do grupo até março de 2025. Ele também é acusado de omissão na fiscalização por parte do Banco Central do Paraguai (BCP). O presidente anterior da instituição, Carlos Carvallo, dirigiu o banco digital até 2023.
O presidente também foi responsabilizado pelo impacto na confiança no sistema financeiro. Pesa contra o paraguaio uma suposta intervenção indevida no IPS (órgão que administra as aposentadorias e a saúde dos trabalhadores). O Ueno Bank administrava quase R$ 4,5 bilhões em recursos públicos, incluindo Previdência.
Fonte/foto: Metrópoles






Comentários