Pix terá limite de R$ 1 mil e bloqueio de até 72h em casos suspeitos
- 27 de abr.
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O pix, que desde 2020 revolucionou pagamentos instantâneos no Brasil, passa por novas atualizações de segurança.
As mudanças foram sugeridas pelo Banco Central no início do ano, e as novas diretrizes vêm sendo aplicadas pelas instituições financeiras com o objetivo de combater golpes e recuperar valores transferidos indevidamente.
A principal novidade é o Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), que permite o rastreio do dinheiro em "múltiplas camadas", aumentando as chances de reaver fundos desviados.
O BC estabeleceu essa regra como um requisito mínimo de segurança para as instituições. A implementação do MED 2.0 soluciona uma das maiores limitações do sistema anterior. Antigamente, o rastreamento parava na primeira conta que recebia o dinheiro.
Agora, os bancos conseguem monitorar o fluxo financeiro mesmo que o montante seja distribuído entre diversas contas sucessivas, estratégia comum de organizações criminosas para "lavar" o dinheiro de golpes.
Complementarmente, os bancos intensificaram o chamado bloqueio cautelar. Transações consideradas atípicas para o perfil do cliente, como valores elevados em horários alternativos, podem ficar retidas por até 72 horas.
Durante o período, o banco mantém o valor congelado e decide se libera o recurso ao recebedor ou se o estorna à conta de origem, impedindo saques imediatos em casos de suspeita de fraude.
Fonte: Gazeta do Povo





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