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País: Endividamento das famílias atinge maior patamar desde 2010

22 de jan. de 2023
2 min de leitura

A cada 100 famílias, 78 se endividaram em 2022 no Brasil, com diferentes modalidades como cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, carnês, financiamento de carro, casa e outros, segundo uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio.


Quase 78% das famílias precisaram recorrer a parcelas no ano passado. Em termos absolutos, o número de famílias de algum débito atrasado é recorde desde o início da pesquisa anual da CNC, iniciada em 2010.


O crescimento anual de 7 pontos percentuais da proporção de endividados foi o quarto consecutivo e o maior já observado na pesquisa, que mostra aceleração no pós-pandemia, segundo o Guilherme Mercês, diretor de economia de inovação da CNC.


Pela primeira vez na história da pesquisa, a proporção entre os mais ricos ficou em mais de 70% de endividados desse grupo. Essencialmente tiveram gastos no cartão de crédito com viagens, além de entretenimento fora de casa a partir de 2021.


A proporção de endividados alcançou 78,9% das famílias do grupo com até 10 salários mínimos de renda mensal e 74,3% entre aquelas que ganham acima de 10 salários de rendimento.


Apesar de as famílias de menor renda ainda serem as mais endividadas, os avanços no volume de devedores no pós-pandemia e na última década foram mais expressivos entre os consumidores de maior renda.


Entre as famílias mais ricas, a retomada do consumo reprimido nos tempos de lockdown levou a mais contrações de dívidas. E para todos os consumidores as inovações tecnológicas nos serviços financeiros incentivaram o uso do crédito na aquisição de bens e serviços de forma geral. E o principal meio utilizado por diferentes classes sociais foi o cartão de crédito, conforme diz Isis Ferreira, economista responsável pela pesquisa da CNC.


A pesquisa também traçou um perfil das pessoas mais endividadas e as regiões do país que vivem. A evolução positiva no mercado de trabalho e as medidas transitórias de suporte à renda ao longo 2022, como saques extraordinários do FGTS, antecipações do décimos terceiros salários do INSS e a ampliação do Auxílio Brasil refletiram na redução do endividamento no segundo trimestre.


Mas o alívio temporário na renda dos consumidores não foi suficiente para reduzir o comprometimento com dívidas. O brasileiro empenhou em média 30,2% da renda mensal com o pagamento de débitos para instituições financeiras. A pesquisa também demonstra que sete meses é o prazo médio que o brasileiro passa comprometido com dívidas. Tempo que vem caindo no pós-pandemia.




Fonte: Jovem Pan

 
 
 

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