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No Pleno, Corinthians é punido e vai jogar uma partida com portões fechados por cantos homofóbicos

6 de jul. de 2023
2 min de leitura

Em julgamento realizado nesta quinta-feira no Pleno do STJD, no Rio de Janeiro, o Corinthians foi punido com um jogo de mando de campo com portões fechados. A punição já havia sido determinada na 3ª Comissão Disciplinar, mas os corintianos conseguiram efeito suspensivo. Agora, a punição, que se deve pelos cânticos homofóbicos entoados por torcedores do Corinthians no clássico contra o São Paulo, em jogo realizado em maio, é para valer. O próximo jogo do Corinthians em casa no Brasileirão é contra o Grêmio, na 15ª rodada. Mas a partida, anteriormente marcada para 15 de julho, foi adiada. Ainda não há data para esta partida. Portanto, o Corinthians vai cumprir a pena no jogo seguinte na Neo Química Arena contra o Vasco, na 18ª rodada, no dia 30 de julho. O relator do caso foi o auditor Maurício Neves Fonseca, que pediu a manutenção da punição do último mês. Na 3ª Comissão Disciplinar, os auditores decidiram por um jogo sem torcida que seria cumprido contra o Red Bull Bragantino, mas o clube recorreu e conseguiu efeito suspensivo. O que lhe permitiu receber cerca de 42 mil torcedores no jogo seguinte.

O advogado do Corinthians, Daniel Bialski, pediu a absolvição do clube e disse que não há dolo no cântico homofóbico dos corintianos contra os são-paulinos. Segundo ele, ainda é parte de uma cultura de 30 anos do futebol brasileiro. Um dos auditores, Paulo Sérgio Feuz defendeu a punição em três partidas sem as torcidas organizadas do Corinthians. Mas foi vencido pelos demais auditores. Otacílio Araújo, outro auditor, disse que os tempos mudaram e que o julgamento deve acompanhar a evolução da sociedade.

A punição imposta foi baseada no artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que proíbe “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. No clássico contra o São Paulo, por causa dos cantos, o árbitro chegou a paralisar a partida aos 17 minutos do segundo tempo e retomou cerca de quatro minutos depois, além de ter relatado na súmula. Os telões da arena também exibiram mensagem alertando os torcedores. A decisão do STJD por retirar torcida por cantos homofóbicos foi considerada a primeira punição deste tipo desde a implementação do novo Regulamento Geral das Competições da CBF, que neste ano tornou mais severas as punições para casos desta natureza.



FONTE: ge.globo

FOTO: Bruno Cassucci

 
 
 

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