Ministra da Agricultura está no Irã para tentar ampliar oferta de fertilizantes

A programação da ministra inclui um encontro com o ministro da Agricultura do Irã, Seyed Javad Sadati Nejadi, e com o presidente da Comissão de Agricultura do parlamento iraniano, deputado Muhammad Askari, além de reuniões com a Câmara de Comércio Brasil-Irã e com o Fórum Empresarial entre os dois países.
Também está prevista visita à Petroquímica de Shiraz, importante produtora de ureia, e à Câmara de Comércio de Shiraz.
“O Brasil é um grande exportador de alimentos para o Irã e o Irã é um grande exportador de fertilizantes, principalmente ureia, para o Brasil. Tenho certeza de que será uma missão muito bem sucedida e muitas oportunidades de negócios surgirão”, disse a ministra, em suas redes sociais. Ela está sendo acompanhada por uma comitiva de empresários brasileiros.
Em 2020, o Brasil exportou US$ 1,9 bilhão para o Irã em produtos agrícolas, com forte participação de milho (64,4%) e soja em grãos (21,2%) sobre o total. No sentido contrário, as vendas de produtos agropecuários iranianos ao Brasil somaram US$ 2 milhões em 2020, na maioria nozes e castanhas, uvas secas e outras frutas conservadas.
Atualmente, o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados no agronegócio. Por causa dessa dependência externa e do risco de desabastecimento de fertilizantes no mercado internacional, que pode afetar a safra de grãos em 2023, o governo federal criou um grupo de trabalho (GT) interministerial para discutir o tema.
A ideia é elaborar uma política para ampliar a produção nacional de fertilizantes agrícolas. Uma das iniciativas em estudo é a liberação da exploração das reservas de potássio na Amazônia e também de recursos minerais em terras indígenas.
Fonte/foto: Canal Rural





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