Eleições e impasse entre Estados Unidos e China com impactos no agro brasileiro

A China suspendeu diálogos em diversos temas com os Estados Unidos após a visita da presidente da Câmara norte-americana, Nancy Pelosi, a Taiwan. Pequim considerou a ida da representante uma afronta. O fato mexeu com a dinâmica entre os países, considerados os mais poderosos do mundo.
A China é o maior parceiro comercial de Taiwan e ela já restringiu o comércio com esse país. Além disso, em termos de economia, os exercícios militares chineses ao redor da ilha podem ter um efeito de bloqueio, o que pode atrapalhar ainda mais as cadeias de suprimento que já estão tensas pela Covid-19 e a guerra entre Rússia e Ucrânia.
As eleições de meio mandato do congresso do Partido Comunista e a necessidade de demonstração de força por parte de Xi Jinping são fatores importantes para o acirramento do embate entre as nações.
O agronegócio também sofre com os impactos do desgaste dessa relação entre chineses e americanos. Isso porque a China é a principal parceira comercial do Brasil e os Estados Unidos nosso principal concorrente.
O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Caio Carvalho, avalia que o Brasil tem condições de manter diálogo com os dois países e eventualmente aumentar as exportações para a China caso algum tipo de sanção destinada aos americanos ocorra.
O início das movimentações para as eleições, em outubro deste ano, também contribui, e nesta semana, terminou o prazo para as convenções partidárias a fim de estabelecer todos os candidatos, bem como vices e suplentes.
Fonte/foto: Jovem Pan News





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