Edição Especial Momento Saúde: A importância da empatia para evitar o suicídio

Conforme dados da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), a cada ano, cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida. E há informações de que o número de tentativas que não resultaram em óbito é ainda maior.


O suicídio é uma das 10 maiores causas de morte em todos os países, e foi a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no ano de 2016.


Para aqueles que estiveram de alguma forma envolvidos, com a pessoa que se suicida, o impacto psicológico é imensurável. E esse ato não afeta só a família, mas a comunidade toda sofre com as consequências de um suicídio.


Mas apesar de gerar enormes consequências, grande parte da população sabe pouco a respeito de como lidar, e até mesmo reconhecer o comportamento de alguém apresentando uma ideação suicida.


E essa dificuldade pode ser resumida assim, “o motivo ou motivos que levam alguém ao suicídio formam-se ao longo da sua história e se revelam nos sentidos e modos de ser que constituem a sua existência. Por isso esse fenômeno não escolhe idade, classe social, gênero ou nacionalidade”, destaca Elza Dutra - Doutora em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP).


Então por tratar-se de um tema importante e muito amplo, a Edição Especial do Momento Saúde, buscou trazer orientações e iniciar uma reflexão a respeito.


Em entrevista à Reportagem da Tropical FM, a Psicóloga Especialista em Terapia Cognitiva e Terapia de Esquema “Mirian Zeppe” explicou como que familiares e amigos podem identificar determinados sinais que mostrem que algo não está bem e dessa forma podendo buscar ajuda, confira:


“Mirian Zeppe, Especialista em Terapia Cognitiva e Terapia de Esquema, formada há 7 anos pela UnoChapecó, trata diariamente em seu consultório, inúmeros casos de pacientes com doenças e transtornos emocionais.


A depressão é um transtorno emocional que pode levar ao suicídio. E entre as inúmeras causas para os transtornos emocionais estão, a violência doméstica, relacionamentos abusivos, abusos emocionais, morais e sexuais. Experiências da infância, por exemplo, podem desenvolver muitos desses transtornos na vida adulta. Também influenciam fatores como doenças crônicas ou limitantes, perdas financeiras, fim de relacionamentos e perdas de pessoas consideradas fundamentais.


Como sinais comportamentais que merecem a atenção estão o isolamento físico, emocional ou social. Ameaças verbalizadas de suicídio ou a expressão do desejo de morrer. Histórico de tentativas anteriores e o histórico familiar também devem ser observados com cautela, porém com empatia e não tratados com julgamentos morais.


“No Brasil há cada 6, 7 segundos, uma pessoa morre por suicídio, pois nos dias de hoje a maior dor é a dor de não ser compreendido. Quando uma pessoa diz querer cometer o suicídio, na verdade ela não quer tirar a vida e sim a dor da alma que está tão grande que acha não vai suportar. A pessoa sente aquilo como se fosse intolerável, interminável e para que isso acabe, busca essa alternativa drástica” destaca Mirian à reportagem.


Por isso é importante o esclarecimento e a compreensão de que, quando uma pessoa está sinalizando que não está bem e que está doente assim, ela não vai conseguir se curar sozinha. Ela precisa poder falar sobre suas emoções e suas ações, mas sem forças e sem ajuda não vai conseguir. A empatia, o acolhimento e a escuta sem julgamentos podem ajudar a mudar essa realidade.




* Fonte/foto: Tropical FM/Andréia com informações da OPAS e Vídeo da OMS

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