Caso Rafael: Júri cancelado custou mais de R$ 160 mil aos cofres públicos

Cancelado na manhã desta segunda-feira (21) aos 11 minutos, o júri do Caso Rafael em Planalto, no norte do Rio Grande do Sul, custou mais de R$ 160 mil aos cofres públicos. A soma foi apresentada pelo Tribunal de Justiça no fim da tarde. A sessão foi encerrada antes mesmo do sorteio dos jurados, após a defesa da ré abandonar o plenário. Alexandra Salete Dougokenski, 34 anos, responde pelo assassinato do filho Rafael Mateus Winques, 11.


Nessa soma, estão incluídos, por exemplo, contratação de uma empresa para organizar a realização do júri, licitação, contratação de link de comunicação de dados (internet), despesas com vigilância, transporte de bens, aluguéis e diárias, entre outros. Segundo o TJ, foram necessários meses de preparo para que o julgamento pudesse ser estruturado.


O júri era realizado em um clube na área central de Planalto, em razão do espaço limitado no Fórum. O local também precisou ser preparado, com recebimento de mobiliário, adaptação da parte elétrica e instalação de banheiros químicos e gerador de energia. Esse trabalho no Independente Futebol Clube vinha sendo realizado desde o início da semana passada.


Ao longo desta segunda-feira, enquanto os envolvidos no júri ainda deixavam o local, após a saída da defesa, servidores do TJ e colaboradores contratados passaram a desmontar a estrutura. Ainda segundo o TJ, foram tomadas providências junto à Procuradoria-Geral do Estado para avaliar possíveis medidas de ressarcimento aos cofres públicos.


Além do TJ, outros órgãos se envolveram na realização, como o Ministério Público, responsável pela acusação, e a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Alexandra chegou ao clube por volta das 7h30min, com escolta, e deixou o local às 15h31min. Moradores de Planalto permaneceram em frente ao local para acompanhar a saída da mulher acusada de matar o filho.


O júri foi cancelado após a defesa de Alexandra requisitar à juíza Marilene Campagna que fosse realizada perícia em um áudio. A gravação foi extraída do celular do pai do menino, Rodrigo Winques, e tem data de 15 de maio, à noite. A defesa de Alexandra alega que a voz na gravação é do garoto. A acusação sustenta, no entanto, que a criança já estava morta neste momento.


Até agora, não há certeza se esse áudio é realmente do menino. A banca de defesa da mãe argumenta que o material precisa ser periciado. Esse áudio estava em um CD com as extrações realizadas no celular de Rodrigo, juntado ao processo em julho de 2020.

Na gravação, é possível ouvir uma criança, que diz: - Sim, ela tá falando com a minha mãe ali.


A denúncia, e posteriormente a pronúncia, argumentam que o Rafael morreu entre o dia 14 (por volta de 23h) e as 2h do dia seguinte. O Ministério Público, por outro lado, sustenta que o áudio foi retirado do contexto e que não foi considerado relevante para o processo, por isso não chegou a ser periciado. Como a juíza recusou o pedido da defesa para que fosse realizada a perícia, os advogados decidiram se retirar do plenário.


Fonte/foto: GZH

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