Brasileirão começa com 21 cartões por reclamação

Comparativo é feito a partir de 2019, quando treinadores e membros de comissões técnicas passaram a ser punidos com cartões. Abel Ferreira e Jorge Sampaoli são os mais indisciplinados.
A orientação da CBF sobre tolerância zero com reclamações fez o número de cartões na primeira rodada do Brasileirão ser bem alto, principalmente se compararmos com as edições passadas. Ao todo, foram 21 cartões por reclamação para jogadores, técnicos e membros de comissões técnicas no último fim de semana, o que significa uma média de 2,1 por partida. O número é bem superior ao de edições passadas. De 2019 a 2022, quando treinadores e membros de comissões técnicas passaram também a ser punidos com cartões, foram aplicados 1.408 cartões por reclamação, com uma média de 0,93 por jogo. A média da primeira rodada de 2023 é 126% superior a desses anos.
Desde 2019, o Brasileiro com mais punições por reclamação foi o de 2022, com 428 cartões e uma média de 1,13 por partida. Se considerarmos apenas os cartões de 1ª rodada de cada edição, a média é de 0,97 por jogo desde 2019. Um aumento de 115% neste ano. A edição passada foi a que mais se aproximou de 2023, com 18 amarelos por cartão na rodada inaugural do torneio. Veja abaixo:
2019: 5 amarelos por reclamação na 1ª rodada
2020: 4 amarelos por reclamação na 1ª rodada
2021: 12 amarelos por reclamação na 1ª rodada
2022: 18 amarelos por reclamação na 1ª rodada
Desde 2019, os cinco mais punidos por reclamação no Campeonato Brasileiro foram treinadores: Abel Ferreira, Jorge Sampaoli, Fernando Diniz, Maurício Barbieri e António Oliveira. Já os jogadores que mais receberam cartão foram Vina, do Grêmio, e Gabriel, do Flamengo.
Abel Ferreira - Palmeiras: 21
Jorge Sampaoli - Atlético-MG e Santos:19
Fernando Diniz - Fluminense, Santos e São Paulo: 18
Maurício Barbieri - Bragantino e Vasco: 17
António Oliveira - Athletico-PR e Cuiabá: 16
Vina - Ceará e Grêmio: 16
Gabriel - Flamengo: 15
Mano Menezes - Bahia, Cruzeiro, Internacional e Palmeiras: 14
Rossi - Bahia e Vasco: 12
Luciano - Fluminense, Grêmio e São Paulo: 11
Rogério Ceni - Cruzeiro, Fortaleza e São Paulo: 11
Soteldo - Santos: 11
Para o comentarista de arbitragem PC Oliveira, a medida de tolerância zero com reclamação precisava ser adotada no Brasil. O ex-árbitro espera que o critério seja mantido nas próximas rodadas, fazendo com que todos passem a reclamar menos, e, consequentemente, o número de cartões por reclamação diminua.
FONTE: ge.globo
FOTO: Marcos Ribolli





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